Terra com déficit: quantos %

Alguns centímetros embaixo do pé mudam a barra mais do que qualquer outro detalhe.

Unidade:
Faixa típica
—

Uma faixa, não um número — porque a mesma variação tira 4% de um e 14% de outro. O app transforma isso em uma carga só e guarda o seu coeficiente. Como o modelo funciona.

Quer o número exato?Você monta as pausas, a descida e a subida, escolhe reps e RPE, e sai uma carga — e o app aprende o seu coeficiente.

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Quanto mais leve deve ser o terra com déficit?

Um terra com 2,5 cm de déficit fica tipicamente em 91–98% do terra de competição, com 5 cm em 85–94% e com 7,5 cm em 80–90%. Cada centímetro embaixo do pé aumenta a amplitude e piora o ângulo na saída, que é justamente onde a maioria já é mais fraca.

Por altura do déficit

VariaçãoFaixa típicaO que muda
Do chão (competição)100%A referência
2,5 cm91–98%Sente na saída, não no resto
5 cm85–94%A dose mais usada
7,5 cm80–90%Já vira outro exercício
Pegada de arranque, do chão78–88%Déficit disfarçado de pegada

Por que poucos centímetros custam tanto

Subir num degrau não alonga só o caminho: muda o ângulo em que você começa. O quadril fica mais baixo, o joelho mais fechado e a barra parte de uma posição em que a alavanca é pior. Você paga duas vezes — mais distância e menos força disponível justamente no começo.

É por isso que o déficit castiga tanto quem é lento na saída do chão. Quem tira a barra devagar e depois trava perde muito; quem sai rápido e emperra no joelho quase não sente diferença. O déficit é um diagnóstico, além de um exercício.

A pegada de arranque faz a mesma coisa por outro caminho. Abrir a pegada baixa os ombros e o quadril sem que você suba em nada: é um déficit disfarçado, e por isso a faixa é parecida com a de um déficit alto.

O que muda o seu número

  • Onde está o seu ponto fraco: se é a saída do chão, o déficit dói mais.
  • Proporções: braço curto e tronco longo pioram tudo que acontece embaixo.
  • Se você puxa convencional ou sumô — no sumô o déficit é ainda mais caro.
  • Mobilidade de quadril e tornozelo, que decidem se a posição inicial é sustentável.

Como achar o seu próprio número

Três treinos e um pouco de honestidade bastam para trocar a faixa pelo seu coeficiente.

  1. Suba até uma tripla no déficit e pare no RPE 8 — duas repetições na reserva, julgadas com honestidade.
  2. Divida a carga que você usou pela carga que usaria em 3 reps @ RPE 8 no terra de competição. Essa razão é o seu coeficiente.
  3. Repita uma ou duas vezes dentro do bloco. Se o número se mantiver dentro de uns dois pontos percentuais, é o seu — use ele no lugar da faixa.

PRO O que o app faz com isso

  • Aplica as pausas, a descida e a subida em cima da variação, segundo a segundo: o primeiro segundo pesa muito, os seguintes cada vez menos. E a subida lenta custa mais que a descida lenta, no mesmo tempo.
  • Cruza tudo com a tabela de RPE, então você recebe a carga para 3 reps @ RPE 8 naquela variação, e não só um máximo.
  • Deduz o seu coeficiente pessoal de uma série que você fez de verdade, e guarda para os treinos seguintes.
  • Funciona offline, na academia, com as anilhas já calculadas.

Pare de chutar a carga no dia de variação

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Perguntas frequentes

Quanto tirar num terra com déficit de 5 cm?

Entre 6% e 15%, ou seja 85–94% do terra de competição. Quem é lento na saída do chão fica na parte de baixo dessa faixa.

Terra com déficit serve para quem trava no joelho?

Pouco. O déficit ataca a saída do chão; se você sai bem e emperra depois do joelho, rack pull ou block pull fazem mais pelo seu número.

Qual altura de déficit escolher?

2,5 a 5 cm cobre quase todo mundo. Acima disso a posição inicial vira uma que você não consegue sustentar, e o exercício deixa de parecer com o terra.

Dá para fazer déficit no sumô?

Dá, mas custa mais que no convencional, porque a posição inicial do sumô já é a mais apertada das duas. Comece com 2,5 cm.

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